Publicado por: Giany Arruda em: 14/03/2012
Eu lembro quando eu desejei muito ter uma festa com o tema de “boneca bailarina”. Foi no meu aniversário de 2 anos. Parecia que esse dia nunca iria chegar.
Eu quis muito viajar de avião. Fiz isso pela primeira vez aos 7 anos. E parecia que esse dia nunca iria chegar.
Pra mim, ter 10 anos seria o máximo. Parecia que esse dia nunca iria chegar. Chegou, e ganhei uma Mc’Festa kkkkkk
E a menstruação? Eu (bobinha que era) tinha o sonho de usar absorvente e saber como era. Parecia que esse dia nunca iria chegar.
Hummmm primeiro beijo. Quem iria querer beijar uma magricela que usava óculos e aparelho? Parecia que esse dia nunca iria chegar. Mas aos 13 anos beijei escondido meu amigo do prédio. Gatinho ele!
15 anos. Idade sonhada pelas meninas. É como se fosse assumido publicamente que “sou mulher”. Festinha simples, embaixo do bloco (como chamamos os prédios aqui em Brasília), com amigos recém conhecidos, um anel “chuveirinho” de presente do pai… Parecia que esse dia nunca iria chegar.
O primeiro namorado a gente nunca esquece. Impossível. Eu tive o meu, que eu encontrava no pátio da igreja depois da aula terminar. Parecia que esse dia nunca iria chegar. Contei ao meu pai segurando a escova de dentes, estava me preparando pra dormir. Muita vergonha…
E o piano? Desejei muitíssimo um piano pra tocar a hora que quisesse em casa. Sonhei anos e mais anos com isso. Parecia que esse dia nunca iria chegar. Chegou aos 17 anos.
Terminar o 2º grau (agora chamado Ensino Médio) e entrar na faculdade, estudando a noite, atravessando os corredores lotados de engravatados que trabalhavam o dia todo. Parecia que esse dia nunca iria chegar.
18 anos: Carteira de motorista. Uauuuuu já sou adulta. Parecia que esse dia nunca iria chegar.
Primeira dor de amor. Primeiro coração quebrado. Primeiros sonhos desfeitos. Parecia que esse dia nunca iria chegar. Mas chegou… chega pra todo mundo…
Primeira viagem sozinha, com a companhia ao lado sendo um homem tarado: Parecia que esse dia nunca iria chegar. Kkkkkkkkkkkkkkkkkk. Que roubada viu.
Estágio na EMBRAPA. Gente… que desejo eu tinha de entrar lá! Insisti muito, e trabalhei com transgênicos. Cheia de livros em inglês, pipetas, provetas, capelas. Máquinas de PCR, kits de “geneclean”. Uau… mini cientista. Parecia que esse dia nunca iria chegar.
Carro próprio. Liberdade de ir e vir, desde que avisasse onde estava. Parecia que esse dia nunca iria chegar.
Praticar rapel. Descer de um prédio de 13 andares. Que loucura. Parecia que esse dia nunca iria chegar. Chegou e até fui de cabeça pra baixo.
Formatura da faculdade. Missão cumprida, etapa concluída. Parecia que esse dia nunca iria chegar.
Agora é hora de trabalhar. Aprovação em concurso público. Primeiro salário. Parecia que esse dia nunca iria chegar.
Coração quebrado, sonhos deixados de lado. Será que terei um novo namorado??? Parecia que esse dia nunca iria chegar. Até que achei um bonitão dos olhos verdes… ai ai ai ui ui
Papo vai papo vem. E numa noite nada a ver, embora sob o brilho do luar, escuto um tímido pedido de casamento. Parecia que esse dia nunca iria chegar. Uau…. ele quer casar…
Noivado. As alianças compradas, guardadas no meu guarda-roupa. Abria a caixinha todas as noites, experimentava e me olhava no espelho desejando o dia de poder usa-la. Parecia que esse dia nunca iria chegar.
Provar vestido de noiva. Que coisa surpreendente e deliciosa. Seja simples ou rebuscado, o gostoso é se ver naquele vestido tão simbólico e cheio de sonhos. Parecia que esse dia nunca iria chegar.
Aluguel da primeira casa (ou kitnete, no caso). As coisinhas do meu jeito, tudo novinho e sob medida. Parecia que esse dia nunca iria chegar.
O grande dia. Casamento. Tudo lindo, tudo perfeito. O Amor transbordando do coração, a alegria sem caber no rosto. Parecia que esse dia nunca iria chegar.
Primeira viagem a dois. Hummmm tchanananã…. muita curtição, carinho e aquela sensação gostosa de liberdade. Parecia que esse dia nunca iria chegar.
Dar a entrada pro primeiro imóvel próprio. Que passo gigante. Será que é hora? Parecia que esse dia nunca iria chegar. Mas Deus dá mais do que pedimos ou pensamos.
Ser mãe? Nem me imagino assim. Será que vou saber cuidar? Será que vou ser paciente? E o parto? Será que dói horrores como falam? Será menino ou menina? Que nome daremos? Como vou reagir ao ver o teste dando positivo? Parecia que esse dia nunca iria chegar…
Sempre parece que nunca vai chegar. Mas chega.
Às vezes sutilmente, outras de supetão.
Mas é nessas horas que vemos o quanto Deus é bom, o quanto Ele nos acompanha.
(continua no próximo post)
Publicado por: Giany Arruda em: 02/03/2012
Publicado por: Giany Arruda em: 08/02/2012
Post passado falei sobre o meio, a situação em que me blog se encontra. Mas nem por isso o “Falando de Você” foi eliminado para o cemitério dos blogs. Por conta disso resolvi participar dessa blogagem coletiva da blogosfera materna, onde o tema é contar como foi o “trabalho de parto” dos nossos filhotes virtuais, os blogs
Então vamos por datas:
ANTES DE OUTUBRO DE 2010:
Sempre fui de escrever em papéis soltos. Tenho agendas com mil papéis colados e o dia mesmo fica em branco rs. Mas uma coisa que eu tinha birra era esse lance de blog. Afff que falta de bom senso, escrever coisas pessoais pro mundo todo ler (Rhuuummmm sei…). Quando eu fazia uma pesquisa no Google e os resultados me encaminhavam pra um blog eu nem abria. Achava um saco o formato, não entendia como funcionava e desistia. Eu gostava mesmo era de ler “sites” normais. Diferente de mim, minha irmã sempre gostou de blogs.
DE OUTUBRO DE 2010 a JANEIRO de 2011:
Engravidei e comecei a pesquisar as coisas da vida gravidística. Daí que minha irmã sempre me passava dicas de blogs, e eu nem dava bola. Mas aos poucos fui me rendendo as leituras. “Gy, olha essa história aqui! Gy, tem sorteio no blog tal!” E mais um monte de coisas. Aí pensei: E se eu começasse a registrar minhas histórias…num blog??? Pedi ajuda pra irmã e fui encarando aquele universo desconhecido, mas bem divertido. Não menos importante, eu tive outra motivação. Eu não aguentava mais repetir as mesmas histórias pras pessoas. Pessoalmente, pelo telefone, via e-mail, ou redes sociais. Eu passei um tanto quanto mal na gravidez e o povo queria saber como eu estava. Quando comecei a escrever eu já dizia logo: passa lá no blog. Êta preguiça de falar heim.. mas também… 20 mil vezes a mesma coisa hahaha…era melhor escrever mesmo.
DE JANEIRO DE 2010 até a PRESENTE DATA
Decisão tomada, faltava agora o nome do bendito. Eu não queria nenhum nome que remetesse a gravidez a qual me encontrava. Precisava de algo mais genérico, outros filhos poderiam vir. Mas a criatividade tava pouca. Sugeri vários nomes a minha irmã e ela achou todos “podres”. Aí surgiu um nome que retrataria bem o propósito do blog, que era registrar as minhas experiências com meu bebê, sendo ele o ator principal dessa maluquice. Assim surgiu Falando de Você. Que a bem da verdade poderia ser “Falando de Nós” ou até mesmo “Falando de Mim” rs. O que importa é que até hoje não sei se esse nome ficou bom (sempre que eu vejo um nome bacana eu penso: porque não tive essa ideia antes? rs), mas ficou assim mesmo. Comecei então a escrever, no início colocava poucas fotos, os temas eram mais gerais. Só que o neném nasceu e deu vontade de contar tudo. E assim foi até o dia que me senti limitada e dei uma “brecada”. Aos poucos veremos o desfecho desse drama todo.
Não bastasse esse blog, também criei outro pra falar de fotografia (AQUI), as minhas rs, e o mais recente é um onde eu e mais uma galera opinamos sobre as coisas (AQUI). Mas esse último ainda é novinho e anda parado. Até porque o meu xodó é o blog materneiro.
Falando em xodó… poderia dizer que é mais do que isso. Eu mesma rio ao ler meus escritos anteriores. Gosto muito. Mas fico meio despontada com o tanto de posts imaginários que eu tenho e não consigo colocar em prática. Tem um sobre fraldas que eu me prometo escreve-lo desde que Duda usa tamanho P. Agora ela tá quase no G e o post nem saiu da cabeça… ai ai. Várias são as ideias, mas curto é o tempo de mamãe em tempo integral.
Até hoje me supreendo com a quantidade de blogs do tipo que tem por aí. E é tanta gente boa escrevendo que meu bloguinho fica no chinelo rs. Aprendo demais mesmo. E cada um tem seu ponto forte. Ultimamente ando bem conectada às ideias da Anne (Super Duper), mas são tantos outros que nem cabe falar rs.
Essa é a história do meu bloguito. Gostaram?
NOTA: Hoje o Wando morreu, problemas cardíacos! Gente…minha infância foi ouvindo a música pornográfica “Você é sim, e nunca meu não, Quando tão louca, Me beija na boca, Me ama no chão”. Triste!
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OUTRA NOTA: Consegui escrever esse texto rapidinho enquanto Duda dorme. Ai ai… o almoço fica pra depois heheh.
Esse é post motivado pelo MAMATRACA.
PRa ler mais é só clicar AQUI, e saber mais histórias bacanas de outros blogs
Publicado por: Giany Arruda em: 04/02/2012
Amigos,
Leitores,
Esse post é pra vocês, é pra nós. Conversinha íntima. Então vamos sentar no banquinho da reflexão?
Não vou detalhar o início e, ainda não é o fim. Vamos falar sobre o momento atual, ou seja, o meio!
Criei esse blog com o intuito de dividir experiências, registrar momentos. Mas a verdade é que ele foi virando um “filhotinho” daqueles que a gente cuida com carinho. E esse filhotinho sempre me deu muito prazer, me distraiu, me ajudou.
Mas como todo filhote… já me deu problemas. Graças a Deus nenhum muito sério.
Acontece que esses dias eu fui sabotada pela minha própria sinceridade. Isso mesmo.
Eu sei que sou sincera, franca e às vezes até escrevo demais – e se você acompanha blogs de maternidade já deve ter notado que as mães são intensas e a maioria é assim, ou até mais do que eu tenho sido.
Ao criar esse diário eu calculei os riscos; não sou ingênua ao ponto de pensar que tudo que está aqui será usado para o bem. Aliás, tem gente ruim em tudo que é canto e na internet não é diferente.
Quando eu lia nos blogs alheios os posts explicativos, tais como esse, eu tinha um pensamento meio radical: Ahhh pára de se justificar, apaga logo o post problemático ou cancela logo essa meleca. Ahhhh mais uma vez cuspi pra cima e caiu bem na minha cara.
Entendo que é importante, sim, nos justificarmos, afinal, eu tenho leitores, amigos que frequentam essa minha página, participam, utilizam informações, se distraem, riem e choram comigo. Como então eu poderia suspender abruptamente meus escritos e deixar a dúvida: o que será que houve?!
Voltando a explicação, não houve nada demais. Eu apenas fui eu rs. E talvez, ser eu nesse mundo biocibernético (piada interna) possa ser danoso.
O fato é que eu gosto de escrever. E quem gosta de escrever gosta de ser lido. Mas não deixarei de escrever simplesmente porque não terei quem me leia (caso eu bloqueie de vez o blog). De certa forma eu tenho meu público (eu, eu mesma, a Giany, a Gy… ahhh também tem a Giany, a Gy… rs).
Eu sempre fui meio exibicionista sim. Sou professora, daquelas que faz careta, que encena, que faz piada da própria vida. E professores precisam de público… acho que me acostumei…
No fim das contas preciso confessar a vocês: estou confusa quanto a existência deste blog.
Bruno, meu marido me apoia, me lê, gosta do que escrevo, e olha que ele é bem na dele…
Meus parentes, a maioria mora pelo menos a 1.500 km de distância, tem um pouquinho da minha presença (e da Duda, principalmente) através do blog.
Meus amigos, espalhados pelo mundo (nem tantos assim) também podem se sentir participantes do meu cotidiano de forma simples, me lendo.
Mas isso está ameaçado, porque eu estou confusa…
E de fato eu não tenho controle sobre quem me lê.
Por exemplo: eu fiquei impressionada com o tanto de visitas que recebi no blog no dia que escrevi sobre a “Super Grávida de Taubaté” (divulgando a real história, justamente por acompanhar os blog materneiros).
Nesse dia inclusive, recebi muitos comentários e me impressionei o quanto tem gente “boca suja”. Tipo, mandaram a mulher tomar no #$%^&* e se você me acompanha, sabe que palavrões não fazem parte do meu linguajar. Esses comentários, sem dúvida alguma, foram deletados, pois não condizem com os meus costumes. E não parou aí… era um tal de querer que a mulher morresse, que ela fosse presa e aprodecesse na cadeira e mais um tanto de coisa. Gente… pelamôr… todo mundo erra, todo mundo acerta e cada um receberá a medida em que plantar. Mas daí a gente querer que a mulher morra e apodreça no inferno é demais.
Notei que as pessoas são CRUÉIS!
Tem outro caso curioso: a Carol desse blog AQUI postou um dia que, depois que o neném dela nasceu, ela perdeu aquela paciência toda que ela tinha com seus cãeszinhos. Gente do céu.. mais de 200 comentários, a maioria dizendo que ela era uma salafrária agressora de animais… credo… o povo é muito extremista, e um comentariozinho vira comentariozão.
Mas o assunto somos nós né?
Aqui nunca ninguém me destratou ou coisa assim, ufa.
Só que a dúvida bateu no meu coração e a partir de hoje o blog estará suspenso (pelo menos os posts da minha vida pessoal de mim mesma)
Vou bloquear e deixar apenas aquelas coisinhas que não fedem nem cheiram rs. (tem umas dicas bacanas né? Tipo manuais, as frases “De Grão em Grão”…)
Aproveito pra esclarecer que tudo o que foi escrito aqui foi com muita transparência.
NUNCA copiei nada. Quando utilizei algum texto alheio citei a fonte. Quando achei oportuno, fiz uma chamada e encaminhei logo ao site original. Então quanto a isso minha consciência está tranquila.
No mais, continuarei escrevendo, mesmo que não seja lida.
Caso você se sinta a vontade, por favor comente esse post.
Será importante ter um retorno, principalmente de você, que me lê mas que não tem o hábito de comentar.
Então pessoas, eu SUPER AGRADEÇO a todos pela companhia, e pelo tempo dedicado a ler esses meus pensamentos escritos. MUITO OBRIGADA!
Giany Arruda
Publicado por: Giany Arruda em: 27/01/2012
Galera,
Depois de compartilhar com vocês o Guia de Atenção ao Recém Nascido acredito que esses manuais também sejam interessantes.
São dois: um trata a alimentação como um todo, para o período de 6 a 24 meses; e o outro são receitinhas regionais.
Vale a pena conferir!
Basta clicar aí embaixo e fazer o download.
Dez Passos Para Uma Alimentação
Receitas Regionais Para Crianças
Não menos interessante, indico esse link (AQUI) do site bebê.com, com mais receitinhas de papinhas.
Bom apetite aos nossos bebês!!!!
PS.: Agradeço a colaboração da nutricionista Cristiane Curci e da enfermeira Lia Neiva
Publicado por: Giany Arruda em: 25/01/2012
Excelente vídeo!
Retrata muito a nossa realidade e nos faz refletir sobre como queremos “formar” nossos filhos.
É longo, mas vale muito a pena!!
Eu me vi em várias situações e desde já estou me esforçando pra ajudar minha filha a visualizar o mundo de uma forma melhor!
Abraço a vocês e bom proveito.
Publicado por: Giany Arruda em: 17/01/2012
Queridos leitores,
Deem uma passadinha aqui nesse blog!
Resumindo, a doida de Taubaté forjou a gravidez das quadrigêmeas e utilizou as imagens de utrasson de uma mãe blogueira.
Um ABSURDO!
O link é esse aqui: http://www.anabinhoepietro.blogspot.com/2012/01/falsa-gravidez-de-quadrigemeos-com.html
Imagem e mais informações DAQUI
Abração pra vocês!!
Publicado por: Giany Arruda em: 17/01/2012
Tem mais um post no blog O QUE VOCÊ ACHOU que pode ajudar às mamães e aos papais de plantão a escolher a cadeirinha de alimentação.
Dá uma olhadinha lá…
www.oquevoceachou.wordpress.com
Eu que escrevi, então, óbviamente, recomento o produto e o blog
Publicado por: Giany Arruda em: 16/01/2012
Publicado por: Giany Arruda em: 21/12/2011
Frase do filme Marley & Eu:
Se você tiver um filho você não será mais você, porém, se tiver um cachorro continuará sendo você mesmo.
VERDADE kkkkkk
Eu já tive uma cachorrinha – a Lucy, e ela era a coisa mais fofa delícia, gostosa, mas minha vida não mudou tanto assim…
Já com a Maria…meldeos…sou outra!